domingo, 25 de julho de 2010

mudança de paradigma


apercebi-me hoje que, por termos comprado uma quinta, estou mais perto de receber no próximo natal um estilhaçador de galhos do que um vestido novo ou a wii que tanto sonhei.

ponto positivo: pode não parecer, mas é uma máquina muito sexy



sábado, 24 de julho de 2010

a graus de distância

uns quantos paralelos mais abaixo (em Luanda) pensa-se na quinta.
como sei escrever de olhos fechados, consigo escrever enquanto visualizo o prado grande antes de chegar ao rio.
contabilizo na minha cabeça mais uma tarefa que ficou por fazer na última visita: rebolar desde o topo ao final, esmagar debaixo de mim umas ervas compridas, e ganhar no cabelo pólen suficiente para que o nuno espirre o resto do dia.
lembro-me do "where the wild things are" e sinto-me mesmo feliz por ter um local onde posso brincar assim, correr, gritar, grunhar, ser bicho, dispersar a energia e adormecer de seguida: bum bum bum bum, de coração encostado à terra e aos bichinhos de contas.

domingo, 18 de julho de 2010

encantamento

saímos pela porta como se tivessemos acabado de acordar e seguimos para o bosque à procura.
é generoso e deixou-nos felizes. cogumelos e bagas.
estavamos prontos para tudo. podia começar o Inverno que continuariamos felizes.
amo a ponte que nos une.
as minhas mãos já nasceram deste tamanho e agora sei o que fazer com elas.










































sexta-feira, 16 de julho de 2010

do salto alto para a galocha

sendo a mais urbanita do grupo convém ser honesta neste blog dizer que os momentos mais importantes da caminhada têm sido a escolha e compra de galochas. felizmente as ditas voltaram à moda em várias cores e padrões tornando toda esta minha adesão a este movimento pro-ruralidade muito mais facilitado.
assim sendo, já tenho dois pares (umas pretas design e as vermelhitas às bolinhas da imagem ao lado) e estabeleci como desafio pessoal tornar-me a imelda marcos das galochas (nota pessoal: reservar o sotão do palacete para gestão do stock das ditas).
o manuel costa diz mãos à obra, eu digo pé na galocha!

PS nr 37, mas não gosto de caveiras

Só mais um cheirinho


Como estou quase de partida para a capital Angolana, onde a net é significativamente mais lenta, aproveito para descarregar mais uns bits e bytes de foto para recordação de outros dias passados, enquanto não regressamos a Portugal para criar novas memórias.

Esta remonta ao final da Primavera, quando o pólen no ar era insustentável para o meu nariz angolano. (Abril/Maio 2010)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Diário de bordo


A fonte da pipa já existe há mais de mil anos.
A fonte da pipa já existe há quase um ano para nós.
É tempo de começar a descrever tudo o que tem sido esta experiência para nós. Comprar o espaço foi o mais fácil. Pelo menos assim parece. Povoá-lo, protegê-lo, conservá-lo, fazê-lo florescer - esses são os grandes desafios. São às centenas as ideias que fluem das nossas mentes para o espaço.

Neste ano já se passaram algumas coisas que infelizmente a nossa preguiça colectiva nos impediu de documentar como deve ser. A saber:
- a primeira vez que vimos a fonte da pipa
- a compra da fonte da pipa
- a reparação do buraco no telhado da casa principal
- o assalto permanente às silvas
- a primeira plantação de árvores
- a primeira limpeza de mato
- o piquenique de 3 de julho no leito do rio
- e outras mais

A foto é de Maio deste ano, da limpeza da mata (uma milionésima parte dela, pelo menos).

Abreijos,

Nuno